Uma vontade de me despedaçar ao meio
Como se algo pudesse aparecer
Sem entender que me (re)constituir
Significa partir do tudo que é o nada.
Emoções melancólicas como dores crônicas
Sentí-lo me faz entender o que não sou
Vontade de gritar até o inferno
O que vivo, e o que eu não sei viver.
Como sair de um poço cavado
Pela minha (de)esperança e desespero
Ao perceber um luar vulgar,
me lembro da vulgaridade do teu
Singular e único olhar.
Minha mente se agita ao pensar
em você, parecido com minhas mãos
após uma cachaçada.
Querer-te parece tão fácil
Porém, o conflito entre minhas ideologias,
minha experiência, e minha infantilidade
Me fazem vacilar a qualquer passo que possa
me aproximar de ti.
27-12-2012
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Malícias
Titular necessidades inválidas
Mente doentia vivenciando tudo,
Experimentar vitórias fragmentadas,
Ao oposto do senso estúpido.
Conselhos desnecessários,
Decadências futurísticas,
Tolos arbritários,
Miragens intimistas.
27-12-2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Ados ao Inferno
Porque esses ados corrompem nosso cerebelo?
Retardado, lesado, namorado, apaixonado
Qual a real necessidade disso?
Estes ados, edos, idos, odos, udos
São todos imundos
Incompreensivos e nocivos
E porque não corromper nossa mente?
Qual a precisão de ter uma cabeça sadia?
Quero é mesmo a idiotice e a sentimentalidade!
23-11-2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Negligência
Intenso em doses únicas
Vontades incontroláveis
Auto destruição
massificada
Liberdade desperdiçada
Beberrão por
compulsões
Que possuem raízes
profundas
E a ideia de uma vida
desregrada
Vivendo numa regra
Sabedoria fútil
Idiotices que pairam
sobre
Um ser (in)compreendido
por alguém
Ou que nem deseja isso
(10-09-2012)
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Inexpressividade
Permissivo
só porque não tento
conter
as maldades do outro
Politicamente
correto é igual
a
liberdade de expressão?
E
viver como alguém revoltado,
que
na verdade pode ser apenas mais
um
reprodutor de ideias.
Achar
normal a vontade de cada
indivíduo
ser feliz, e ao mesmo tempo
me
restringir por comoção.
Dor,
anarquia e frustração,
são
comparados a futilidades .
Sem
pensar na nossa vida alheia
e
normatizada pelo linguajar próprio a mim.
(2012 - Casa de Juh)
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Caricaturas de um belo eu
Ao observar pela janela do ônibus,
Percebo amargura, ódio e raiva.
E noto que vejo o meu reflexo,
Num enfoque inteligível.
Esta pletora de sentimentos
Sempre a me rondar
Me fazendo entender o
que pensou que sou,
Mesmo sabendo a hipocrisia,
Dessa suposição descabida.
Emoções intensificadas,
Por vivências inenarráveis e
Experiências abstratas.
Como explicar essa face deformada
Por melancolias intensas,
E para que compreender esse nada que me compõe.
Sepulcros desenterrados
O fim de
semana chega (sexta à noite), e Orlando como sempre deseja sair com seus amigos
para curtir suas experiências desmesuradas, que acredita ser únicas, ou é
simplesmente a repetição de uma vida monótona.
No mesmo
local em que costuma beber a goles intensos as suas dolorosas, porém divertidas
experiências, nota uma pessoa que fez parte de um passado inominável, e um
presente indescritível. É Arthur, um homem cujo olhar lançado em Orlando,
consegue lhe fazer sentir um misto de sentimentos: desde um desejo
incontrolável de beijar os seus lábios adocicados até uma vontade de chorar
todas as suas mágoas e frustrações. Os dois não percebem o quanto as situações
mais corriqueiras transformam suas vidas em sofrimento e felicidade.
A partir
daquela noite em que se despediam de um amigo em comum, algo mudou
completamente, já não podia continuar a permanência de um passado
incompreendido. Logo após, Orlando e Arthur encontraram – se novamente e não
havia mais como negar, os dois se atraíam apenas pela necessidade de se tocarem
mais uma vez, e tentar entender que o que sentiam um pelo outro não mudara. E,
sim, o que haviam construído, um pelo outro, permanecera intacto. Orlando diz:
- Eu não
estou apaixonado por você, porque nada verdade Eu te amo! Pois, consegui
rejeitar qualquer tormenta para estar do seu lado.
E os olhos
de Arthur brilharam como se ele tivesse avistado a existência de um paraíso.
Em um sábado
com uma chuva daquelas que mesmo sem te tocar lavam seu âmago, os dois se
encontravam no apartamento de Arthur, a beber drinques e escutar canções
melancólicas que apenas aumentavam a cumplicidade daquelas duas almas, que
permaneciam unidas de alguma forma inexplicável.
Orlando e
Arthur continuam a buscar uma liberdade (em todas as possibilidades
significativas que surgem entre os dois), que por vezes é difícil de controlar,
mas, nela se encontram plenamente esse dois rapazes.
(04-09-2012)
Assinar:
Postagens (Atom)
